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  • Eliseu Pinheiro - Tudo Bambu

Difícil é não acreditar na viabilidade da Produção Orgânica

Quando falo em produção orgânica na minha região ou em postagens, parece que estou entrando num assunto complexo e polêmico, por causa dos comentários contrários e até agressivos que as vezes recebo e no máximo apoiadores em meio termo que dizem: É viável em pequenas quantidades, não para grandes produtores. Não respondo mas imagino: É viável para quem quer produtos de qualidade na quantidade que tiver condições, visto que tudo é proporcional, se uma pessoa consegue cuidar de um hectare de produção orgânica consorciada, cem pessoas cuidarão de cem hectares e mil pessoas cuidarão de mil hectares, simples assim mesmo... Um exemplo: Em uma pequena área plantei meio quilo de feijão que se desenvolveu maravilhosamente bem, não vejo problema algum em se tivesse área preparada haver plantado dez quilos ou mais, desde que consorciado com outras culturas, feijão guandu, abóbora, melancia, melão, mamão, milho, berinjela, framboesa, etc, porque foi assim que cultivei essa pequena área de meio quilo de feijão...


Diferença de desenvolvimento em 24 dias corridos de 27 de Julho a 20 de Agosto de 2020


Uma vista mais ampla da área de plantio

Mas então qual o segredo?


O interessante de tudo isso é que não existe segredo além da preservação e manutenção do solo, todos sabemos que se dermos condições, a Natureza se recompõe por mais que esteja degradada por usos indevidos sucessivamente, até o limite, basta dar um tempo que tudo volta ao que era antes, mas também podemos interferir positivamente acelerando esse processo de forma significativa.



O sítio em 2001 logo após a sua aquisição e em 2018


Sem querer enganar, é claro que a foto do estado atual foi favorecida por ser na época de chuvas que é bastante distinta na nossa região, mas mesmo assim dá pra perceber claramente o nível de recuperação pelas árvores que não existem na primeira foto.


Como isso fora feito?


Primeiro a terra foi deixada a descançar, já no primeiro ano na época das chuvas a vegetação rasteira e um tipo de capim cresceu abundantemente, então esse material foi cortado e carregado para cobrir a terra nos locais mais críticos de erosão que falaram não ter mais jeito e já nos primeiro três anos já se encontravam parcialmente recuperadas ou que foi motivo de muita alegria e felicidade por estar descobrindo que o que muitos julgavam impossível era possível e com certa facilidade ainda exigindo apenas esforço físico e persistência.



Foto de Dezembro de 2018


Nesta fase a terra está pronta para ser novamente limpa e cultivada e aí que temos que ter critérios diferentes dos anteriores que levaram a mesma terra a degradação total, se queremos resultados diferentes temos que mudar a forma de fazer. Eu costumo ir limpando aos poucos as áreas que pretendo cultivar, amontoando os galhos folhas e troncos para se tornarem adubo futuramente, parte das folhas ficam espalhadas pelo solo e isso já é a minha primeira adubação.



Foto com o feijão ainda bem pequeno e detalhes da matéria orgânica no solo


Existe quem diga que matéria orgânica no solo só vale se bem curtida, mas isso é um engano terrível porque se ela não for capaz de fornecer nutrientes nesse estágio, serve ao menos pra manter a umidade diminuindo assim a necessidade de irrigações constantes, ou seja podemos irrigar a intervalos maiores, com isso é visível a diferença entre uma área que se coletou toda a matéria orgânica e uma área onde esse material fora mantido.


Continuarei em breve sobre as formas de aproveitamento dessas matérias orgânicas em breve... Por enquanto deixo aqui foto de outra atividade semelhante que produziu bons resultados com Milho, Hibiscus e Girassol consorciados...


Foto de Janeiro de 2019 - Plantio consorciado: Girassol, Milho e Hibiscus


Grande abraço pessoal e até breve! Eliseu Pinheiro Lopes Sítio Terrinha

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